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4 de jan. de 2012

Produtividade portuária: Porto Itapoá (SC) bate recorde em operação com contêineres

Com base no artigo publicado no jornal eletrônico Correio do Litoral em 03/jan/12:

Operação noturna Porto de Itapoá (SC).
A produtividade dos portos brasileiros têm sido um dos entraves competitivos quando comparadados aos benchmarks internacionais, como Rotterdam ou Singapura. A operação com contêineres, cada vez mais significativa no mix dos portos, sempre ficou aquém das melhores práticas mundiais. 

A boa notícia é a de que novos índices nacionais de produtividade em operação de contêineres começam a ser batidos e equiparar-se aos de classe mundial, é o caso do novo Porto de Itapoá (SC):

O Porto Itapoá registrou no dia 31/12/2011 a marca de 136 MPH (movimentos por hora) na operação do navio Santa Rita, do armador Hamburg Sud.

Dias antes na operação do navio Leblon, o Terminal já havia registrado 130 MPH, e no dia 27, no Cap San Lorenzo, chegou a 128 MPH.

Navios Haburg Süd e Maersk operando simultâneamente no porto de Itapoá.

O novo índice alcançado em Itapoá é o recorde de movimentação de contêineres na América do Sul.

Patrício Junior, superintendente do Porto Itapoá, confirma a rápida evolução do Terminal. "Para todos nos aqui de Itapoá, este índice mostra como uma empresa consolidada e focada em resultados pode contribuir para o cenário logístico brasileiro. Em sete meses de operação já somos o terminal mais eficiente da América do Sul, e o mais importante é o fato de alcançarmos este resultado sem nenhum acidente com nossos colaboradores e nenhum contratempo operacional. Fechamos o ano com chave de ouro", afirmou

Movimentos por Hora – MPH

Este índice e utilizado no meio portuário para medir a produtividade dos terminais. Quanto maior o índice de MPH, mais rápido acontece a operação e menos custo é gerado para armadores, exportadores e importadores.

Para o gerente de Operações do Porto Itapoá, Sergni Rosa, a marca de 136 MPH só pode ser alcançada por terminais modernos, com equipamentos e sistemas operacionais de última geração.


Os demais terminais brasileiros

O novo benchmark estabelecido por Itapoá, coloca pressão nos portos de Paranaguá (PR), há pouco tempo com uma média de 30 MPH, Rio Grande (45), Rio de Janeiro (47) e Santos-Brasil (53), conforme dados publicados no site da ABRATEC - Associação Brasileira dos Terminal de Contêineres de Uso Público.

Com as chegada (2010) e  entrada em operação dos porteineres post Panamax do TCP em 2012, Paranaguá  terá como desafio multiplicar por quatro sua produtividade para equiparar-se ao porto de Itapoá, bem como nivelar-se aos demais grandes terminais brasileiros neste tipo de operação, que mesmo com MPH baixos ainda superam o porto paranaense.


Produtividade: Essa é o desafio brasileiro.



18 de abr. de 2009

O gerenciamento da informação nos portos brasileiros: Uma referência em Paranaguá

Title: Information management in brazilian ports: Paranagua port as a reference.

Paranaguá como referência
Um “Porto on-line”, este é o mais novo projeto a ser desenvolvido nos Portos do Paraná. O CENTRAN – Centro de Excelência de Engenharia de Transporte do Exército brasileiro, tem visitado e diagnosticado os portos estratégicos do Brasil para gerar um retrado dos estágios das tecnologias da informação nas administrações portuárias públicas, a pedido da SEP – Secretaria Especial de Portos. Nestas avaliações os Portos do Paraná têm sido avaliados entre os melhores na área, embora muita coisa ainda possa ser feita na área.


Projetos em novas tecnologias
Entre os projetos a serem realizados está a implantação do sistema de acesso Internet e comunicações wireless. A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina - APPA e a empresa estadual na área de TI´s CELEPAR - Informática do Paraná S/A. firmaram uma parceria para a manutenção e implantação de aplicativos de gerenciamento das operações portuárias.
O superintendente da APPA, Daniel Lúcio Oliveira de Souza e o diretor presidente da CELEPAR, Vanderlei Iensen, assinaram um contrato que prevê, entre outros serviços, a instalação de um sistema de rede sem fio (wireless) em toda a área portuária.




Vanderlei Iensen e Daniel Lucio de Souza assinam contrato de parceria em TI´s para os portosparanaenses.



“Nós estamos dando manutenção em algumas ferramentas e projetando novos investimentos para auxiliar ainda mais o porto que hoje é referencia na América Latina. O nosso grande projeto é a instalação do sistema wireless, transformando o Porto de Paranaguá num dos portos mais avançados em tecnologia no mundo”, afirmou o presidente Vandelei Iensen.
A democratização da informação nos portos do Paraná
De acordo com o superintendente da APPA, a nova parceria com a CELEPAR significa um salto tecnológico na área de tecnologia da informação dos portos paranaenses. “Queremos colocar o sistema wireless em toda a faixa portuária para que os trabalhadores portuários, o pessoal embarcado e todos aqueles que trabalham no porto tenham acesso à internet. Fora isso, temos a comunicação de dados em rede como no pátio de triagem e que ficam sujeitas às ações de vandalismo. Queremos adotar novos mecanismos para evitar quedas nos sistemas e paralisações na operação”, explicou Souza.
Além destes pontos, a parceria com a CELEPAR prevê o desenvolvimento de softwares na área de automação para as balanças de acesso à faixa portuária. “Já está autorizada pelo governador a criação de uma regional da CELEPAR no Litoral que irá atender principalmente às demandas do Porto de Paranaguá”, disse Iensen.



Vanderlei Insen presidente da CELEPAR e Daniel Lucio de Souza superintendente da APPA assinam contrato de parceria na área de TI´s.

Sistemas informacionais públicos já em operação
Os sistemas de gerenciamento da logística de grãos dos caminhões e comboios ferroviários que se dirigem ao Porto de Paranaguá, são hoje gerenciados pelo sistema Carga-on-line, que cadastra os modais desde sua origem, exigindo disponibilidade de espaços nos terminais portuários, navios pré nominados o que elimina a fila de caminhões que transportam grãos do interior do país ao porto.

Porto de Paranaguá: referência nacional em TI´s aplicadas a portos e nos indicadores de desempenho.

Os sistemas que gerenciam os estoques e embarques de grãos por navio, denominado SCOA, é outra ferramenta sofisticada desenvolvida pela CELEPAR aos portos paranaenses, e o mais importante: tudo sem software proprietário, ou seja, as fontes são de propriedade do porto, saindo da dependência quase irresponsável dos donos privados dos sistemas estratégicos dos portos públicos de Paranaguá e Antonina.

Em breve, o agente marítimo, o operador portuário ou o despachante aduaneiro, não mais necessitarão sair dos seus escritórios e ir à administração do porto para suas programações de serviços e recolhimento de tarifas portuárias farão tudo on-line via Internet.



CELEPAR: um centro de excelência em informática e TI´s no Brasil.

Essas são algumas das inovações e evolução tecnológica que os os portos do Paraná pretendem operacionalizar em breve.“A CELEPAR hoje é um centro de excelência na área desenvolvimento de novas tecnologias e os Portos do Paraná não poderiam ficar sem esta parceria”, afirmou o superintendente da APPA. (Ver site http://www.celepar.pr.gov.br/).

Os indicadores de desempenho portuário e o encontro ANTAQ em Paranaguá
Na busca da melhoria dos indicadores de desempenho do sistema portuário brasileiros, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários – ANTAQ realizou em neste mês de abril em Paranaguá a Reunião de Monitoramento do Sistema Portuário.


Abertura do encontro ANTAQ com os portos públicos brasileiros em Paranaguá (Abril 2009): Desenvolvendo indicadores de desempenho portuário.

Representantes de portos públicos de todo o Brasil reuniram-se para tratar de detalhes técnicos dos portos brasileiros e dar continuidade ao monitoramento do Sistema de Desempenho Portuário (SDP), para produção de indicadores operacionais e estatísticos.
De acordo com Hélio José da Silva, gerente da ANTAQ, 70% dos portos públicos brasileiros estão representados no encontro. “Realizar esta reunião em Paranaguá tem uma importância maior porque para muitos representantes conhecer o Porto de Paranaguá e conhecer seus projetos e soluções é bom para que eles se inspirem e tentem refletir em suas bases”, afirmou Silva.

Hélio da Silva gerente do Departamento de Desempenho Portuário da ANTAQ, coordenador do encontro de Paranaguá.

O superintendente dos Portos do Paraná, Daniel Lúcio Oliveira de Souza disse que “estamos honrados pela visita dos representantes portuários e da ANTAQ. Foi uma sugestão nossa realizar um rodízio das reuniões e ficamos felizes que a idéia tenha sido aceita. Espero que todos os integrantes do grupo saiam daqui vendo que o Porto de Paranaguá tem muito que mostrar para o Brasil”.

O diretor operacional da Companhia Docas de Santana, no Amapá, Clóvis de Sousa, participa da reunião. Ele conta que há quatro anos, quando a atual administração assumiu o porto, encontrou um terminal falido. “Conseguimos recuperar o porto e fico muito feliz de ver que aqui em Paranaguá eles também conseguiram quebrar um paradigma, de que só empresas privadas são eficientes. Hoje, lá no Amapá, somos a empresa pública mais eficiente do estado”, disse. “E quero registrar que é notória a autenticidade do governador Roberto Requião. Vemos nele uma consciência de pessoa extremamente responsável pela coisa pública, e o porto de Paranaguá reflete muito bem isso”, disse.

Participantes do encontro ANTAQ e portos públicos brasileiros em visita ao cais do porto de Paranaguá (Abril 2009).

A padronização das informações e dos indicadores de desempenho portuário

A reunião realizada pela ANTAQ é semestral. De acordo com o gerente Hélio José da Silva, o trabalho de padrozinação de indicadores estatísticos vem surtindo efeito. Atualmente, 89% dos dados numéricos dos portos públicos brasileiros são enviados eletronicamente para a ANTAQ e em 30 dias a Agência os disponibiliza ao público. “Isso é inédito no mundo e queremos ampliar ainda mais”, disse.
Na reunião em Paranaguá, o grupo discute ainda o GISIS, um sistema integrado de informações de coleta de resíduos em navios. De acordo com Silva, a Organização Marítima Internacional (IMO) exige que todos os portos informem como é realizada a coleta de resíduos nos navios e no Brasil é a ANTAQ a responsável pela coleta das informações. “Nesta reunião tratamos de como cumprir as normas e coleta dos dados”, explicou Silva.

Baseado nos releases da ASSCOM/APPA e das opiniões do autor.