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4 de mai. de 2011

LICENÇAS AMBIENTAIS 2011: Iniciativas de 2009 começam a dar resultados - Decisivas para portos de Paranaguá-Antonina

Nos meses a seguir de 2011, as licenças ambientais de OPERAÇÃO (L.O.) e PRÉVIAS (L.P.) emitidas pelo IBAMA terão um impacto extraordinário para o futuro dos Portos do Paraná.
O crédito à minha pessoa será apenas extraoficial e em econversas informais de amigos gestores, pois policamente não seria "recomendável" a eles me elogiarem.

Obras poderão ser iniciadas como:
  • Terceiro berço de atracação para conteineres (TCP) poderá ser construído, após esforços que iniciamos em 2009 junto ao CAP, ANTAQ e IBAMA.
  • Dragagens de manutenção e aprofundamentos dos canais de acesso, cais, bacia de evolução.
  • Obra de remodelação do costado do cais que licitei em 2009, mas só agora as obras poderão iniciar.
  • Operação do porto dentro das normas ambientais do IBAMA, sendo um dos primeiros (4º.) porto público, entre os mais de 34 do país, a obtê-la.
Desta forma, Paranaguá poderá:
  • Operar navios de grande porte, como os Panamax, Post-Panamax, Suezmax e Aframax.
  • Se posicionar como importante HUB PORT no Atlântico Sul.
Mas vamos à história:

Em 2009, os Portos de Paranaguá e Antonina estavam prestes a serem embargados pelo IBAMA. Anos de conflito de competências e disputas de vaidades entre o IAP - Instituto Ambiental do Paraná e o órgão federal de quem licenciava o quê, aliada a posição do Ministério Público Federal de Paranaguá de que tudo cabia ao IBAMA, criaram um impasse nos licenciamentos de obras de infraestrutura, dragagagens de manutenção e aprofundamento, funcionamento de terminais como o de Álcool, Fertilizantes e por aí vai.

Foi aí que o então Superintendente da APPA Daniel Lúcio de Souza, tomou a decisão de firmar com o IBAMA e o IAP um TAC - Termo de Ajuste de Conduta, que definiu competências de licenciamento, estabeleceu prazos e cronogramas de ações e início da elaboração dos Estudos de Impacto Ambiental *EIA), para que de uma vez por todas se legalizasse as operações e obras fundamentais dos portos de Paranaguá e Antonina.

Em Outubro de 2009 o TAC é assinado, e o licenciamento para dragagem de manutenção deu-se em Dezembro de 2010 e para 2011 espera-se o licenciamento final: operacional e aprofundamento de canais e obras de engenharia.

Hoje, graças àquela iniciativa tão criticada (chegando-se ao ponto de tentarem "criminalizar" o TAC firmado) é que os portos do Paraná funcionam com regularidade e poderá implementar o pacote de obras de infraestrutura tão anunciado pela atual gestão da APPA e do Governo Beto Richa.

Meu esforço custou caro a minha imagem, minha honra, minha família e à amigos. Mas a verdade vai aparecendo aos poucos e a vitória será certa no final.


Em 2009, tratativas da APPA com o ministro dos Portos Dr. Pedro Brito (esq.). O presidente do TCP Juarez Morais (dir.) e Silva com Daniel Lúcio (centro)


Vejamos a situação dos demais portos brasileiros, conforme entrevistas e repostagem do site PORTO GENTE a seguir:

Ibama aguarda regularização ambiental dos portos públicos.

A diretoria de Licenciamento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informa que a grande maioria dos portos públicos do País encontra-se em processo de regularização ambiental, além de pleitos relacionados a ampliações, dragagens e obras de manutenção.

Apenas três portos públicos, conforme ainda a diretoria do Ibama, são detentores de Licença de Operação emitida pelo Instituto. São eles: Rio Grande, São Francisco do Sul e São Sebastião.

O Ibama analisa, ainda, outras demandas de terminais privativos, hidrovias e terminais fluviais, aeroportos, recifes artificiais e sistemas de disposição oceânica localizados nos diversos estados da federação, além da demanda gerada pela recuperação da indústria naval do País para o licenciamento de estaleiros.

A diretoria de Licenciamento explica ao Portogente que os principais problemas identificados nos licenciamentos ambientais relacionam-se a conflitos de interesse de usos múltiplos dos recursos naturais.

“No processo de licenciamento ambiental geralmente são impostos questionamentos referentes ao componente ambiental estratégico aplicado ao planejamento das políticas públicas nas diversas esferas. Por exemplo: a carência de consolidação de instrumentos de uso e ocupação do solo e dos recursos naturais. Verifica-se também a dificuldade de integrar as avaliações de impactos nos diferentes processos de licenciamento, particularmente naqueles portos onde convivem diferentes empreendimentos/atividades com empreendedores públicos e privados cada qual com seus processos de licenciamento ambiental”.

A diretoria do Ibama observa que ainda persiste em alguns segmentos da sociedade uma visão um tanto quanto cartorial do licenciamento ambiental, acarretando estudos mal feitos, condicionantes não cumpridas, e, na esteira desses problemas, vem a judicialização dos processos.

Nas avaliações e análises realizadas pelo Ibama nos estudos ambientais recebidos, são identificados inúmeros impactos socioambientais. No meio socioeconômico, geralmente são observados impactos diferenciados para grupos sociais também diferenciados.

Portos públicos têm imensos passivos ambientais, afirma diretora do Ibama

Gisela Damm Forattini, da Diretoria de Licenciamento Ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), explica nesta entrevista ao Portogente as razões que levaram tantos portos públicos a operarem sem licenças ambientais regularizadas. Ela diz que muitos dos terminais localizados na costa brasileira apresentam imensos passivos ambientais.

Portogente - Vocês falam que na maioria dos portos públicos não tem o processo de licenciamento totalmente regularizado. Por que esses portos ficaram tanto tempo operando sem licenciamento?

Gisela Forattini - A legislação ambiental no Brasil é relativamente nova. A maioria dos portos públicos no Brasil foi criada em período anterior a esta legislação. Estes portos, em sua maioria, são anteriores, por exemplo, à promulgação da Lei 6938/81 que estabeleceu a Política Nacional de Meio Ambiente e criou o Conselho Nacional de Meio Ambiente, o CONAMA. Alguns são anteriores ao Ibama e ao Ministério do Meio Ambiente. Outros antecedem, inclusive, à Secretaria Especial de Meio Ambiente (Sema), criada em 1971. Em 2002 foi promulgado o Decreto nº 4.340 que determina, em seu artigo 34, que “os empreendimentos implantados antes da edição deste Decreto e em operação sem as respectivas licenças ambientais deverão requerer, no prazo de doze meses a partir da publicação deste Decreto, a regularização junto ao órgão ambiental competente mediante licença de operação corretiva ou retificadora.”

Portogente – Quais são os prazos para conclusão desses licenciamentos e o que fazer com os impactos ambientais?

O prazo para conclusão deste procedimento ficou em aberto; isto leva a que diversos empreendimentos em atividade se encontrem ainda “em processo de regularização”. Evidentemente isso não explica tudo. Muitos empreendimentos apresentam imensos passivos ambientais a serem enfrentados e isto, na maioria das vezes, demanda algum tempo, principalmente para a definição de medidas mitigadoras ou compensatórias adequadas.

Portogente - Existem solicitações de licenciamento ambiental para projetos portuários privativos?
Sim, inúmeros.

Portogente - Quais os licenciamentos portuários que tramitam hoje no Ibama?
Segundo nossos dados, relativos a 2010, dos 1.675 processos hoje em tramitação no Ibama, 82 são relativos à portos e destes, oito são obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Finalmente, parabenizo minha equipe de gestão ambiental por esta vitória que é NOSSA, apesar do sangue, suor e lágrimas que deixamos pelo caminho.
Eng. José Maria Moura Gomes, Dra. Maria Alejandra Fortuny, Biól. Fabíola Della Giácoma, além contratação dos estudos realizados pela ACIAP - Acquaplan Consultoria que culminou nestas conquistas.

Fontes:

Repostagens de Vera Gasparetto, de Florianópolis/SC

1 de mai. de 2011

A maior dragagem dos últimos 20 anos em Paranguá: Canal da Galheta

Assinatura do contratato de dragagem com a empresa SOMAR (RJ). Governador Requião e diretores da empresa Ao fundo o superintendente da APPA Daniel Lúcio (Janeiro 2009).

Para que a memória curta não seja traída pelo tempo, estaremos relembrando alguns momentos históricos dos Porto. s do Paraná, em que a ação determinada salvou-nos do colapso operacional e econômico.


Vamos relembrar a maior dragagem da história do Canal da Galheta após sua construção nos anos 70. A dragagem realizada em 2009 na gestão do Superintendente Daniel Lúcio O. de Souza, em um dos momentos mais críticos dos portos de Paranaguá e Antonina, que estava à beira do seu fechamento.

 Governador Roberto Requião e superintendente da APPA Daniel Lúcio O. de Souza (Janeiro 2009), no evento de assinatura do contrato de dragagem emergencial do Canal da Galheta / Porto Paranaguá

A união da APPA, Governo do Paraná e a Comunidade Portuária, impediu a catástrofe, embora tenha sido impedida por agentes à serviço de políticos inescrupulosos (hoje envolvidos em escandalos na Assembléia Legislativa do Paraná).


Presidente da ACIAP Yahia Hamud, apoio fundamental e decisivo para a dragagem emergencial do Canal da Galheta.

A Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Paranaguá (Aciap), juntamente com outras 14 entidades da comunidade portuária paranaenses, divulgaram carta de apoio à Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) e ao Governo do Paraná para a realização da dragagem de emergência no Canal da Galheta.

Abaixo, íntegra da manifestação que foi encaminhada ao ministro de Portos, Pedro Brito, ao governador Roberto Requião, aos juízes de Paranaguá, ao capitão dos Portos do Paraná e ao presidente da Assembléia Legislativa do Paraná, deputado Nelson Justus. O documento também foi encaminhado aos representantes dos Ministérios Públicos Estadual e Federal em Paranaguá.

“As Autoridades Municipais Constituídas e Entidades signatárias, interpretando as preocupações de toda a comunidade portuária e econômica de Paranaguá, respeitosamente vêm à presença de Vossas Excelências a fim de expor e relatar o que segue, tendo em vista a questão da dragagem emergencial no Canal de Acesso ao Porto de Paranaguá.

Superintendente Daniel Lúcio dando palestra aos deputados paranenses na sede da APPA sobre a dragagem (Maio 2009)

A matéria foi objeto da Deliberação n. 0001/2008 do Conselho de Autoridade Portuária do Porto de Paranaguá (cópia anexa), colhida por unanimidade dos Conselheiros, para prestar SOLIDARIEDADE à Autoridade Portuária no momento de dificuldade e oferecer-lhe apoio técnico e fazer gestões junto às Autoridades Federais no sentido de aprovar o mais rápido e eficaz mecanismo de contratação de companhia de dragagem, respeitada a legislação em vigor.

O conteúdo dos Considerando e a respectiva Resolução representam o pensamento da Comunidade Portuária, reiteradamente colhida em reuniões das Diretorias das Entidades signatárias.

De fato, a situação do Canal de Acesso é crítica, merecendo intervenção emergencial. A APPA tem constatado a dramática redução da profundidade e da largura do Canal, de forma que se afigura a proximidade de colapso.

Draga HAM 310 na asua atracação em Paranaguá (Janeiro 2009). Momento de alegria e alívio na comunidade portuária.
O Porto de Paranaguá é responsável por aproximadamente 10% das exportações brasileiras. Eventual problema na navegação trará graves conseqüências para a Nação e particularmente para a indústria e agricultura paranaenses.

As Entidades signatárias têm acompanhado os esforços do Governo do Estado do Paraná e da Autoridade Portuária no sentido de efetuar contratação de dragagem a preços que entende adequados.

Temos de considerar que o investimento em dragagem neste momento é vital, independentemente de custo. A variação de preços é irrelevante frente aos prejuízos que a interdição do Canal de Acesso ao Porto pode trazer à Economia Nacional. Neste momento a necessidade de dragagem sobrepõe-se a qualquer obstáculo.

Por essas relevantes razões as Autoridades Municipais Constituídas e a Comunidade Portuária representada pelos signatários deste documento, entendem que se trata de situação de urgência de atendimento de situação que com certeza ocasionará prejuízo a toda a Nação Brasileira, caso a dragagem não se realize.

Daí a nossa solidariedade com a contratação emergencial feita pela APPA. Qualquer obstáculo trará prejuízos incalculáveis e irrecuperáveis para toda a economia regional e nacional.

É importante ressaltar que os preços de dragagem são públicos, razão pela qual não se afigura a possibilidade de qualquer distorção.

A gravidade da situação não comporta a mínima postergação, razão pela qual entendemos oportuno e apropriado relatar a Vossas Excelências o pensamento de toda a Comunidade Política, Sindical e Empresarial, em respeito absoluto ao Poder Judiciário e ao Ministério Público do Estado e da União.

Atenciosamente

Yahia Hamud – Presidente da ACIAP
Antonio Ricardo dos Santos - Presidente da Câmara Municipal de Paranaguá
Juarez Moraes e Silva - Presidente da ABRATEC
Victor Manuel Simões Pinto – Presidente do SINDAPAR
Wilson Morais da Silva - Presidente do SINTRAPORT
Ademir Scomassom - Presidente da Intersindical
Cristian César de Oliveira – Presidente do Sindicato dos Consertadores de Paranaguá
Antonio Carlos Bonzato – Presidente do Sindicato dos Estivadores de Paranaguá
Geremias Thomaz de Souza - Presidente do Sindicato dos Arrumadores de Paranaguá
José Marcos Prieto Fernandes - Presidente do Sindicato dos Conferentes de Paranaguá.
Élcio Leonel Domingues – Presidente do Sindicato do Bloco de Paranaguá.
Pedro Henrique Martins – Presidente do Sindicato dos Vigias Portuários de Pguá.
José Pereira de Jesus - Presidente da Cooperativa de Transportes de Cargas e Anexos
Armando Hamud Hamud - Presidente do Sindicato dos Lojistas de Paranaguá
Ednon Fernando Zacharias - Presidente da Coopadubo

 Deputados paranaenses (Douglas Fabrício, Scomasson e Marcelo Rangel ) com o superintendente da APPA Daniel Lúcio (Maio 2009).