6 de out de 2014

Russian and Eurasian gas pipelines to Europe: Nord and South Stream


Russia’s state-owned gas major Gazprom and its partners are beginning construction of the 16bn euros South Stream pipeline that will run under the Black Sea to Europe and rival the Nabucco project. The symbolic first welding of the pipeline took place in the city of Anapa in Southern Russia on Friday. Among those present at the ceremony were Russian President Vladimir Putin, Bulgaria’s Regional Development and Public Works Minister Liliyana Pavlova as well as representatives of Italy's ENI, France's EDF and Germany's BASF. Last month Gazprom and its partners signed off on the final investment to launch the project. 

Russian and Eurasian gas routes to Europe.

The parties confirmed registration of South Stream Transport BV with headquarters in Amsterdam. The construction of the pipeline includes two large-scale steps – laying a gas pipeline on the bed of the Black Sea and the development of an onshore pipeline network in Europe. The offshore section of the pipeline from Russia to Southern Europe will stretch 900 km. 

There are optional routes for South Stream along the Black Sea seabed: the north-western route, towards Slovenia and Austria via Bulgaria, Serbia and Hungary, and the south-western route; towards Greece and Italy. The cost of the South Stream, including the pipeline’s overland sections, is estimated at $16 billion, but the total cost could double to $32bn taking into account the onshore sections, according to estimates. 

The supply of natural gas to Europe is expected to start in the first quarter of 2016. By 2018 the project is expected to deliver up to 63 billion cubic meter of natural gas to European consumers. Meanwhile, Turkish Energy Minister Taner Yildiz said on Friday that Ankara will not take part in the South Stream project, saying it is more interested in South Nabucco and the Transanatolian (TANAP) projects. He added however that Turkey was interested in greater imports of Russian natural gas due to the rising level of internal consumption.

South Stream Pipeline nations and partners.


Is there enough gas for the pipeline? Meanwhile, experts doubt if the large-scale gas project is viable as demand in Europe declines and LNG supplies from the Middle East compete with Russian natural gas supplies. In October the second stretch of the Nord Stream gas pipeline linking Russia and Germany was launched, doubling Nord Stream’s capacity to 55 billion cubic meters (bcm) per year. But during the first 11 months of Nord Stream’s operation only 9 billion bcm of Russian gas, or about 30-40% of capacity, has been delivered to European customers. 

 However, it’s not only economic profitability the pushed Russia forward with the South Stream project. With the new pipeline the country would secure an outlet in Europe, according to Aleksandr Polygalov, analyst at Institute on Natural Monopolies. “If there is no South Stream, the Nabucco project will take its place and Caspian Sea gas will get to Europe, bypassing Russia,” Polygalov told Deutsche Welle. The Nabucco pipeline project is designed to deliver Caspian Sea gas to the European Union to rival South Stream.

Nord Stream Pipeline


According to the original plan, the 3,900 km pipeline was to cross Azerbaijan, Georgia, Turkey, Bulgaria, Hungary and Romania to end in Austria and was designed to supply up to 31bn cubic meters per year. But several months ago the project was put in doubt as it became clear there were no guarantees there would be enough gas. German energy company RWE and Hungary's utility MOL announced they are considering giving up the project. Recently the Nabucco consortium submitted plans for a smaller Nabucco West pipeline which would deliver gas from Azerbaijan’s Shah Deniz 2 field. 

The global boom of shale gas development is also a concern. President Putin has urged Gazprom to revise its export policy, as the “shale revolution” and the development of LNG will seriously eat into the country’s export revenues. But Gazprom repeatedly stressed that shale gas development and decreasing demand don’t pose any threat to its business. 

 The development of the South Stream and Nord Stream pipelines comes amid tightening EU energy policies aimed at decreasing dependency on Russian gas. Currently Gazprom faces an EU antitrust probe over alleged unfair competition and price fixing in the natural gas markets of Central and Eastern Europe. If found guilty of violating EU competition rules Gazprom could be fined as much as 10% of annual revenue, or $1.1-1.4 billion.

SOURCE: RT NEWS (Russia) 

4 de out de 2014

CONVERSA DIRETA: ENTREVISTA COM CAPITÃO DOS PORTOS PARANÁ CMG DANTAS

Entrevista com o Capitão dos Portos do Paraná, CMG Francisco DANTAS. Temas como a importância da Autoridade Marítima, exploração do petróleo do Pre Sal, submarino nuclear e o dia a dia da Capitania dos Portos do Paraná. BLOCO 1 BLOCO 2 BLOCO 3

3 de out de 2014

MERCOSUL: Quais os novos rumos possíveis?

Criado há quase 24 anos – mais precisamente a 26 de março de 1991 –, depois da assinatura pelos presidentes do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai do Tratado de Assunção, que constitui, na verdade, a ata de sua fundação, o Mercosul ainda causa grande apreensão a industriais, exportadores, importadores e formuladores da política de comércio exterior, todos preocupados com os seus rumos. De alcance regional, o acordo apresentou resultados animadores em seus primeiros anos: basta ver que, em 1998, os demais países do Mercosul absorveram 17% das exportações brasileiras. Mas depois entrou numa fase de retrocesso.



Em 2005, aquela fatia representava apenas 9,9% e o Mercosul seguia um caminho que poderia levá-lo ao definhamento completo. Talvez por isso, em 2006, buscou-se um “novo Mercosul” com o ingresso da Venezuela, à época comandada pelo presidente Hugo Chávez (1954-2013), o que só se efetivou em 2012. Mas, transformado em fórum ideológico pelos governos do Brasil, Argentina e Venezuela, o Mercosul não se abriu para negociações com vistas à formalização de outros acordos comerciais. Nem avançou nas reformas e na abertura econômica.

Hoje, é senso comum que o Mercosul deve passar por uma flexibilização, sem que haja rompimento entre os parceiros. Até porque a sua sobrevivência ainda é importante para o comércio e a economia dos seus sócios. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), entre 1991 e 2013, o fluxo de comércio entre os sócios do Mercosul aumentou 800% e o Brasil registrou saldo comercial com o bloco de aproximadamente US$ 80 bilhões, valendo-se principalmente da diversidade de sua pauta de exportação.

Essa flexibilização vai exigir o apoio dos setores industriais, que tradicionalmente sempre se opuseram à liberalização tarifária para os produtos importados. É de lembrar que o Mercosul já firmou acordo com Chile, Colômbia e Peru para levar a tarifa a zero até 2019, mas ainda estuda a possibilidade de antecipar essa medida de desgravação, o que poderá estimular ainda mais o comércio sul-americano, que vem crescendo sobremaneira.


Se o esforço der certo, o Brasil, com certeza, ampliará seus mercados, com a criação de uma zona sul-americana de livre comércio, inclusive com a adesão da Bolívia ao acordo. Pena que o México, que forma com Chile, Peru e Colômbia a Aliança do Pacífico, não tenha sido incluído nas negociações, o que ampliaria o espectro do tratado. Seja como for, não se pode imaginar que a ampliação do Mercosul resolverá todos os problemas do País na área de comércio exterior.

É preciso recuperar o tempo perdido com a assinatura de tratados com outros países ou blocos, independente do Mercosul, que, aliás, não impede os seus parceiros de buscar isoladamente outros acordos. E seguir o exemplo de Colômbia e México. Só o México possui 12 acordos com o total de 44 países e regiões. Já a Colômbia tem tratados de livre comércio com Estados Unidos, Canadá e China e pode levar seus produtos a esses mercados com preços melhores do que os dos países do Mercosul.

AUTOR: Milton Lourenço Presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC)

FONTE: Artigo publicado no Site PORTOGENTE