19 de set de 2011

Armadores de cruzeiros programam Verão 2011-12 em SC

Em outras ocasiões postei matérias sobre o Terminal para navios de cruzeiros em Paranaguá e as questões culturais e econômicas que impedem este tipo de empreendimento.


Porto de Itajaí
Enquanto isso, o vizinho Porto de Itajaí que tem tradição e experiência neste tipo de navio, continua trabalhando forte para capturar escalas de transatlânticos no seu terminal, tendo como pano de fundo a beleza de suas praias.

O diretor comercial do Porto de Itajaí, Robert Grantham, e a secretária municipal de Turismo, Valdete Campos, receberam no início de setembro, os executivos Javier Rodrigues Sanchez e Eduardo Lopez-Puertas, da empresa armadora espanhola Pullmantur.

Acompanhados dos executivos da empresa chilena TNM – Turismo Nuevo Mundo –, Kenneth Murro e Antonio Castro, e de seus agentes no Brasil, eles visitaram as obras de ampliação do Terminal de Passageiros de Itajaí e acertaram alguns detalhes para as atracações dos navios de cruzeiros da empresa na temporada 2011/2012.

Itajaí já está com 38 escalas confirmadas para a próxima temporada. Porém, o número poderá acrescer significativamente, uma vez que, segundo seus diretores, a Pullmantur deverá deslocar algumas de suas escalas do Nordeste para o Sul.

Porto Belo
Entre 4 de novembro deste ano e abril de 2012, Porto Belo terá 55 escalas de navios transatlânticos. É mais do que o dobro da temporada passada, que somou 26 escalas. ara a prefeitura de Porto Belo, o incremento, que já anima o comércio local, tem explicação: o novo píer da cidade.

A licitação para a segunda etapa da obra será aberta hoje, quarta-feira. O trabalho compreende a reurbanização do entorno, incluindo a Praça dos Pescadores.


O Píer Municipal de Porto Belo tem 185 metros de comprimento e possibilita, ao mesmo tempo, a atracação de seis barcos de transporte de passageiros, os chamados tenders.

O antigo trapiche, que será desativado até o início da temporada, é suficiente apenas para duas embarcações. Por impossibilidade de navegação, os transatlânticos ficam ancorados atrás da Ilha de Porto Belo. De lá, os turistas são trazidos pelos tenders.

Na próxima temporada, durante os seis meses de escalas de navios de passageiros, Porto Belo receberá quase oito vezes mais turistas do que a população atual, que é de 16 mil habitantes. A vinda das 126 mil pessoas por meio das embarcações turísticas é sinônimo de lucro entre o comércio local.

A construção do píer, que começou no final de 2009, sofreu atrasos. Previsto para ser concluído em novembro de 2009, o píer começou a receber visitantes na metade deste ano. O incidente em que estacas cederam, aliado ao mau tempo e condições inadequadas de maré, prejudicou o andamento da obra.

O investimento é de R$ 1,8 milhão. Os recursos virão dos governos municipal, estadual e federal. Ainda não há data para a inauguração oficial.

Fontes: Informações da Assessoria de Imprensa do Porto de Itajaí (www.portoitajai.com.br);

http://www.portogente.com.br/ ; Jornal de Santa Catarina / Patrícia Auth

16 de set de 2011

O Fofoqueiro e o Travesseiro de Penas: uma crônica...

Certa vez um bom homem soube que tinha uma pessoa que falava mal dele pela cidade e nas redes sociais na Internet.

Para aquele certo fofoqueiro era uma obsessão em difamar aquele bom homem, que tinha um dia havia ocupado um importante cargo ao qual todos na cidade admiravam.

Dizia e espalhava a todos que o bom homem era ladrão, mas não havia nenhum fato confirmado. Dizia que era corrupto, mas jamais houve prova ou condenação alguma. Dizia que era milionário e tinha dinheiro escondido no exterior, mas... nada havia sido provado... e assim por diante.

Aquele bom homem, sabedor de tantas calúnias e difamações que o fofoqueiro lhe fazia por todos os meios que dispunha um dia se cansou: Pediu pra conversar informalmente com um bom e justo juiz que havia na cidade para lhe pedir aconselhamentos do que fazer.

Faça como Einstein: Para um fofoqueiro... mostre a língua como sinal de deboche...

Não queria o homem, se incomodar com processos, advogados, audiências e tribunais, pois achava que seu tempo na vida poderia ser aproveitado para coisas mais úteis. Mas aquele fofoqueiro obcecado estava passando dos limites.

O bom homem conseguiu a audiência através de um advogado amigo para um bate-papo com o bondoso juiz e lhe contou a estória.

O juiz, em silêncio ouviu os relatos daquele homem honesto e chamou um oficial de justiça de sua confiança e disse-lhe: 
“Vá até a casa desta pessoa que está fofocando contra este homem e traga-o amanhã aqui para uma conversa comigo.”

“Sim senhor!” disse o oficial ao sair da sala.

Mas antes do oficial fechar a porta o juiz acrescentou mais uma ordem: “Ah! Consiga um travesseiro de penas e ordene ao fofoqueiro que ao vir para a audiência, venha jogando as penas pelo caminho!”

Todos na sala se admiraram, mas não entenderam nada! Mas, a ordem do juiz era para ser cumprida e acatada, por mais absurdas às vezes possam ser.

Como todos sabiam que ele era um juiz justo e salomônico, ficaram curiosos até a audiência com o fofoqueiro no dia seguinte.

Dia seguinte:

Chega ao fórum o oficial de justiça com o fofoqueiro trazendo à mão uma fronha vazia do que era antes um travesseiro recheado com  penas. Sua cara era assustada e fazia de vítima, típico dos hipócritas.

Ao adentrar a sala, lá estavam: o juiz e o homem a quem tanto o fofoqueiro difamava.

O juiz sem delongas perguntou:

“Por que razão o senhor tanto difama este homem na pela cidade, no Twitter, no Facebook, na rádio, nas ruas e nas rodinhas dos bares?”

O fofoqueiro assustado e arrependido respondeu: 

“Eu não tenho nada contra ele excelência, apenas repito o que a turma da fofoca falam por aí. Eu até admiro este senhor e o acho uma pessoa honesta e competente. Até gostaria de ter tido o cargo importante que ele teve!”

Vendo o baixo caráter do fofoqueiro e não querendo mais perder tempo com alguém de pouco valor moral, dispensou-o dizendo:

“Pode voltar para sua casa. Mas amanhã neste mesmo horário quero que o senhor esteja novamente aqui na minha presença para ouvir minha decisão a respeito desse caso. Mas, quero que ao caminhar até aqui, recolha todas as penas que jogou hoje pelo caminho e as coloque nesta fronha de travesseiro que tens na mão e me faça a entrega pessoalmente.”

Assustado com a ordem e com aquele saco vazio na mão, o fofoqueiro apressadamente retirou-se do gabinete do juiz, com o testemunho ainda incrédulo do homem difamado e do oficial de justiça.

No dia seguinte, como ordenado, lá estava o fofoqueiro trazendo na mão pequenino saco com poucas penas e novamente na frente do juiz e dos presentes no dia anterior.

“Dê-me o travesseiro de penas!” ordenou o juiz. O fofoqueiro mais que depressa lhe entregou aquela fronha semi-vazia com poucas penas sujas que conseguiu recolher pelo caminho de sua casa até o fórum. 

O juiz olhou-o firmemente e disse: “Só estas penas? Mas onde estão as penas que compunham o travesseiro? Só este punhado é muito pouco!”

O fofoqueiro quase que urinando nas calças respondeu gaguejando: 

“Excelência, à noite ventou muito, as penas voaram pela cidade toda, para os rios, campos e é impossível eu recuperá-las. Mas posso comprar outras penas novas e completar o travesseiro como o senhor quer!”
 O juiz fitou-lhe nos olhos e disse: “Agora peça perdão a este homem a quem você tanto espalhou calúnias e difamações tal como as penas do travesseiro que você jogou ao vento. As penas e as calúnias são irrecuperáveis, o mal está feito, por mais que você se esforce jamais reparará o dano moral que causou a este homem.”

Todos na sala se emocionaram. O bom homem, o oficial e até o fofoqueiro arrependido.

“Que fique a lição!” disse o bom juiz.

“Cada palavra ou juízo de valor que se emite, são como penas ao vento, impossíveis de recuperá-las nos arrependimentos. Por isso, não calunie ou prejulgue as pessoas. Não as queira mal só porque inveja sua posição econômica, social ou profissional. O julgamento pela lei dos homens sou eu quem faz, mas quem me julga todos os dias é Deus. Que fique a lição! A audiência está encerrada!”

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