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24 de mar. de 2012

NOVOS TEMPOS NOS PORTOS DO PARANÁ

Publicado simultâneamento com a coluna "Minha Opinião" no jornal eletrônico Correio do Litoral (Guaratuba-PR):

Pois é... Não é fácil ser comandante do segundo maior porto do Brasil. Especialmente pilotando um navio a vapor, quando os tempos requerem um navio de alta velocidade. Passei sete anos nesta máquina imensa e desafiadora, sendo um ano e meio como superintendente.

É tensão total durante 24 horas ao dia!


A demissão do Airton Maron da superintendência da APPA (Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina) pelo governador Beto Richa, surpreende pela forma fulminante que ocorreu no último dia 16 de março, é quase uma daquelas tragédias anunciadas. O governador deve ter razões secretíssimas que dificilmente serão publicas.

Conheço razoavelmente o Maron e mais ainda o seu sucessor, o Luiz Henrique Dividino.

Luiz Henrique Dividino, novo Superintendente da APPA a partir de 20/03/2012.


Em setembro de 2010, antes das eleições para governador do Paraná e em plena campanha acirrada entre Beto Richa e Osmar Dias, escrevi no meu blog PONTO A PORTO uma postagem onde eu dizia que qualquer que fosse o eleito, o novo superintendente do porto deveria sair do grupo que chamei de “Quatro Azes”.

No artigo, me atrevi a traçar um perfil de um dirigente portuário para enfrentar estes novos tempos de competição acirrada, produtividade como pré-requisito, modernização não apenas da infraestrutura física, mas da gestão da administração portuária.

Vejamos o que dizia:

O futuro gestor portuário deve dominar os seguintes conhecimentos:

1. O marco regulatório e legal do setor portuário nacional.

2. Gestão pública e estrutura organizacional portuária.

3. Logística, operação e infraestrutura portuária.

4. Visão e gestão estratégica com liderança.

Com base nestes critérios que sintetizam os diversos atributos que um profissional deve dominar para ser considerado “ideal” para atuar no comando dos portos, busquei identificar na comunidade portuária paranaense, profissionais que se enquadram e atendem estes pré-requisitos.

Estes profissionais são do meu relacionamento pessoal e não sabem da minha intenção de citá-los nesta postagem. Como o propósito é de demonstrar o valor que possuem para o setor portuário paranaense, que me perdoem se for mal interpretado.

Então listei quatro pessoas do meu conhecimento que cabem perfeitamente neste quadro, que são:

CLÁUDIO DAUDT da empresa Cattalini Terminais S/A.

JUAREZ MOARES E SILVA presidente do TCP Terminal de Contêineres de Paranaguá S/A;

LUIZ ANTÔNIO FAYET ex-presidente do BADEP, ex-diretor do Banco do Brasil e consultor da CNA – Confederação Nacional da Agricultura

LUIZ HENRIQUE TESSUTTI DIVIDINO presidente da Terminais Portuários da Ponta do Félix S/A.



Vocês não imaginem o que fui criticado e tipos de comentários que recebi no blog quando Beto Richa foi eleito e Airton Maron anunciado como o futuro superintendente da APPA.

Só me reservei ao direito de responder na época, que o governador tem todos os poderes pra nomear quem ele queira, mas que a minha opinião sobre os perfis necessários a uma gestão de primeiro mundo do porto, estas continuavam focadas nos “Quatro Azes”.

Passados quatorze meses de gestão do Maron, no dia de sua demissão tive vários sentimentos: Um de alegria por acertar minhas previsões e visão do que é efetivamente gestão portuária. Outro, de tristeza de ver como a politicagem é perversa ao usar uma autarquia pública para fins eleitoreiros e demagógicos... Sem entrar em outros méritos que falam pelos bastidores.

Vamos falar dos novos tempos:

Meu ex-colega de gestão da APPA, o Luiz Henrique foi muito bem formado durante sua vida profissional.

Há 24 anos vem acumulando conhecimentos e experiências na área: desde tecnologia da informação, operação portuária, planejamento, modelagem de terminais portuários entre outros. Só na APPA atuou de 1994 a 2008 quando saiu para assumir a presidência do Terminal Ponta do Félix, selecionado pelos acionistas privados.

Seu críticos o rotulam ora como “requianista” e ora como “ lernista” como se tais adjetivos fossem ofensas. O certo é que é um técnico como eu.

Portanto, a diferença de estilos é imensa: O que saiu era da casa, sem outras experiências de gestão fora da APPA, além de comprometido com o corporativismo da autarquia, das ações trabalhistas que ele mesmo possuía e amizades paroquiais na cidade desde criancinha. Instrumento do projeto político de seu primo para conquistar a prefeitura de Paranaguá, o que é uma mistura mortal pro porto pra quem deve ser Autoridade Portuária.

Sua rápida passagem, mais pareceu que lhe entregaram uma Kombi velha cheia de gente dos mais variados interesses, mas com a cobrança que tivesse o desempenho de um carro de Fórmula 1. Ficou de mãos atadas, além de perder o controle do veículo e de seus ocupantes.

O que entra, traz consigo a visão ampla de vários tipos de gestão moderna de terminais portuários com o pleno entendimento do que é gestão pública e seus entrelaçamentos políticos, muitas vezes conflitantes com o interesse da técnica pura, da macrologística e da importância econômica de um porto. Assim, passado exatos 17 meses, um dos “azes” que recomendei chega ao posto maior da gestão portuária do Estado.

Chega com imensos desafios: Prioritariamente a questão da dragagem desde o Canal da Galheta (que dragamos na minha gestão em 2009, e depois... nada!) até o porto de Antonina que está sendo novamente prejudicado com o assoreamento intenso e rebaixamento do calado pela Capitania dos Portos. Isto poderá acontecer com a Galheta em curto prazo em pleno embarque da safra agrícola... Uma armadilha para a nova gestão da APPA.

Mas, estou certo que o Luiz Henrique Dividino não nos decepcionará. É piloto da “Fórmula 1 portuária”, basta que o governador e o secretário de Transportes lhe dêem apoio total.

Boa sorte Luiz! Você faz parte dos novos tempos para o litoral do Paraná.

É a minha opinião.

11 de set. de 2010

QUATRO AZES PARA OS PORTOS DO PARANÁ: UMA OPINIÃO PESSOAL

Enquanto os ânimos políticos ficam dia a dia mais acirrados, fico pensando quais os melhores nomes para comandar transformações necessárias que ambos os candidatos s governador prometes aos portos de Paranaguá e Antonina: profissionalizar a gestão.

Então, se os candidatos cumprirem a promessa de livrar a gestão portuária de compadres políticos e decididamente partirem para critérios técnicos e profissionalização, então me atrevo opinar.

Critérios para um perfil ideal:

O futuro gestor portuário deve dominar os seguintes conhecimentos:

1. O marco regulatório e legal do setor portuário nacional.

2. Gestão pública e estrutura organizacional portuária.

3. Logística, operação e infraestrutura portuária.

4. Visão e gestão estratégica com liderança.

Com base nestes critérios que sintetizam os diversos atributos que um profissional deve dominar para ser considerado “ideal” para atuar no comando dos portos, busquei identificar na comunidade portuária paranaense profissionais que se enquadram e atendem estes pré-requisitos.

Estes profissionais são do meu relacionamento pessoal e não sabem da minha intenção de citá-los nesta postagem. Como o propósito é de demonstrar o valor que possuem para o setor portuário paranaense, que me perdoem se for mal interpretado.

Meus indicados:

É uma opinião muito pessoal, mas a escolha de nomes que não estejam entre um dos nominados, seria temerária ao sistema. São eles (por ordem alfabética):

CLÁUDIO DAUDT
Atual presidente da CATTALINI TERMINAIS é profissional de mercado tendo ocupado diversos cargos de gestão na área de logística e de portos. É membro do Conselho de Autoridade Portuária de Paranaguá – CAP teve sua carreira executiva destacada na Sadia S/A, iniciou as operações do Terminal Portuário da Ponta do Félix, em Antonina-PR.

Claudio Daudt
Foi presidente da empresa TECONVI – Terminal de Contêineres do Vale do Itajaí, quando então foi convidado a presidir a empresa Cattalini Terminais. É conselheiro da Associação Comercial e Industrial de Paranaguá - ACIAP, onde atua de forma pro ativa para o fomento portuário paranaense, além de conhecedor do marco regulatório do segmento portuário.
Cláudio é eclético, com uma profunda ênfase em gestão de pessoas e organizacional, além de um perfil comercial muito apurado e muito bem relacionado tanto na comunidade portuária paranaense quanto nacional.

• JUAREZ MORAES E SILVA

Ocupa atualmente a superintendência da empresa TCP – Terminal de Contêineres de Paranaguá S/A, é presidente da ABRATEC - Associação Brasileira de Terminais de Contêineres de Uso Público.
Juarez Moares e Silva
Já foi Diretor da APPA – Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, tanto na diretoria do porto de Antonina como na Administrativa e Financeira por seis anos.
Presidiu a empresa Terminais Portuários da Ponta do Félix S/A em Antonina. Membro do CAP - Conselho de Autoridade Portuária de Paranaguá.
Juarez tem grande domínio nas áreas de gestão pública e privada e legislação portuária, além de sólidos conhecimentos de operação e comercialização de serviços logísticos e portuários. Um traço marcante é o relacionamento interpessoal e liderança com que exerce dentro dos grupos de trabalho em que atua.
  • LUIZ ANTÔNIO FAYET
Economista e professor, atualmente é consultor em macro logística, transporte e infraestrutura da CNA – Confederação Nacional da Agricultura e membro do CAP – Conselho de Autoridade Portuária de Paranaguá. O currículo de serviços públicos de Luiz Antônio Fayet é extenso, com dificuldade inclusive para sintetizá-lo neste espaço.

Na representação política, foi deputado federal (1983/87). Ocupou diversos cargos executivos de relevância estadual e nacional como a presidência do BADEP, do Banestado, diretor de Crédito Rural e Presidente do Banco do Brasil (1990/92).

Luiz Antônio Fayet (primeiro plano - à direita)
Fayet é respeitado no segmento portuário paranaense pela firme atuação como conselheiro do CAP de Paranaguá, domínio da regulação do setor, vasta experiência na administração pública e visão estratégica da macro logística nacional.
• LUIZ HENRIQUE DIVIDINO

Administrador de empresas atuando no setor logístico e portuário há mais de 20 anos, teve na multinacional global de commodities Cargill (Santos-SP) seu início de atuação no segmento.

Em 1994 entrou na APPA – Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, onde em 14 anos ocupou diversos cargos, inclusive as diretorias Empresarial e do Porto de Antonina.

Luiz Henrique Dividino
Desde 2008 preside a empresa Terminais Portuários da Ponta do Félix S/A, em Antonina-PR.
Luiz Henrique é profundo conhecedor do sistema portuário nacional, de operações portuárias e de gestão pública e privada. Seu principal traço é a visão de planejamento estratégico e capacidade de implementação de projetos.

Estes são os QUATRO AZES que na minha opinião nenhum governante poderá ignorar, sob pena de mais uma vez haver um equívoco de difícil reparação.
"Mas se houver um Quinto Elemento?" ... deverá preencher os mesmos requisitos ... my opinion!

Eu recomendo!