Mostrando postagens com marcador porto de Roterdam. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador porto de Roterdam. Mostrar todas as postagens

14 de jul. de 2012

Port of Rotterdam Maasvlakte 2: The leadership for the future.


This incredible dutch people!
Maasvlakte 2 is a huge Port of Rotterdam expansion for the future 50 years. Dutch people are reconized by their focus and determination, specially when the matter is dredging and ports management.

For decades, Rotterdam has been establishing benchmarks for the rest of the world and created standards of quality, productivity indicators and figures to drive port authorities and nationals maritime policies.

I hope this notice below may wake up portuary policy-makers around the world, specially in my country Brazil, to learn how an efficient planning and stable port authority can change the economy and welfare of one people. The Netherlands are the best exemple!

Queen Beatrix closes the Maasvlakte 2 seawall
From July,11th 2012, the Dutch coastline will be permanently different. Queen Beatrix gave the sign for the closure of the seawall of Maasvlakte 2. At slack water, when there was minimal current, the large equipment of contractors Boskalis and Van Oord closed the gap in the eleven-kilometre long seawall.

Queen Beatrix of Holland gives the signal to start seawall´s construction closure operations.
Hans Smits, President and CEO of the Port of Rotterdam Authority: "After 3.5 years of hard work, today we reached a major milestone. The seawall around Maasvlakte 2 has been closed and these 2,000 hectares of new Netherlands are properly protected against the sea."
At the end of 2008, the Port of Rotterdam Authority commenced construction of Maasvlakte 2, the land reclamation project in the North Sea for the development of the port of Rotterdam. 
The construction of the new port area is on schedule, and the first container terminals will be operational in 2014. This project changes the map of the Netherlands. The port of Rotterdam grows by 20%, the Netherlands becomes 2,000 hectares larger, and the coastline is 3.5 km further in the sea.
Seawall
That new coastline is now approaching its completion. Its construction took place from two sides over the past years. On the northern side, alongside the navigation channel to the port, 3.5 km of hard seawall was built. The construction is unique in the Netherlands due to the stony dune in combination with a block dam for which almost 20,000 concrete blocks from the seawall of the existing Maasvlakte were reused. 

On the south side, a soft seawall of 7.5 km was built, made up of beach with dunes of 14 metres high. The dune has been planted along its entire length with marram grass. The beach on the south side has been widened by 100 metres so that beachgoers can enjoy a lovely wide beach at high tide as well. Today the gap between these two sections was closed.


The Maasvlakte 2 project becomes a reality.
Closure 
Since the middle of June, the trailing suction hopper dredgers Prins der Nederlanden and Vox Máxima and the cutter suction dredger Edax have been bringing the last 10 million cubic metres of sand to the missing section of seawall between the sand and the stony dune. 

Today the three dredgers are joining forces to connect the northern and southern sections of the outer contour. This first large sand closure since the construction of the Philipsdam 25 years ago is an impressive exploit of the hydraulic engineering contractors Boskalis and Van Oord, united in PUMA (Projectorganisatie Uitbreiding Maasvlakte).


Pride of Holland 
The construction of Maasvlakte 2 is a part of the Pride of Holland. The two large Dutch hydraulic engineering companies Boskalis and Van Oord constructed this new land in a very short time. The new area is expected to enable the activities in the port of Rotterdam to continue to grow, certainly in the coming 20 to 25 years. That is good for international trade, good for the position of Rotterdam as the gateway to Europe and good for employment.

Source: Port of Rotterdam official site and blogger opinions.

27 de jul. de 2010

PORTO DE ROTERDAM: A REFERÊNCIA MUNDIAL

Quando se discute modelo portuário, desempenho, benchmarking, indicadores, dragagem, engenharia portuária, operações e autoridade portuária, a referência sempre tem sido Roterdam.

Procuro aqui traduzir alguns tópicos oficiais da Autoridade Portuária de Roterdam para trazer a público como os holandeses pensam e atribuem valores de gestão em diversas áreas do seu porto, uma referência mundial.

Ao final, faço um comparativo de grandeza e desempenho com o Porto de Paranaguá, o melhor do Brasil em produtividade geral, mas ainda longe de atingirmos os volumes e performance do maior porto da Europa.

Porto de Roterdam: Estrutura e composição

A Autoridade Portuária de Roterdam é o gestor, operador e o agente desenvolvedor do porto e sua área industrial. A Autoridade Portuária é uma companhia pública limitada (sigla N.V. na Holanda) com dois acionistas apenas: A Municipalidade de Roterdam e o Estado Holandês.

Como atividades sínteses previstas no regulamento da companhia, o porto de Roterdam opera nas áreas: operação de navios e zoneamento portuário.


Porto de Roterdam: referência mundial em desempenho e gestão

Os objetivos mais abrangentes e efetivos da companhia, de acordo com as cláusulas de seu estatuto social são:

• O desenvolvimento, construção, gerenciamento e operação e da área industrial de Roterdam;

• A promoção da efetiva, segura e eficiente das operações de carga e descarga de navios no porto de Roterdam e a aproximação offshore ao porto.

A Autoridade Portuária do porto disponibiliza para arrendamentos de longo prazo de áreas portuárias destinadas à exploração de atividades empresariais, especialmente empresas de armazenagem, terminais de carga, indústrias químicas e petroquímicas, incluindo-se produção de energia.

Movimentação no Europort: Roterdam

As principais fontes de arrecadação (faturamento) da Autoridade Portuária de Roterdam são os arrendamentos e as taxas portuárias.

O porto investe no desenvolvimento de novos espaços estratégicos portuários, particularmente Maasvlakte 2, em infraestruturas públicas como rodovias na área portuária e em específicas infraestruturas para clientes e usuários do cais do porto como muros de arrimo e enroncamentos.

Com objetivo de dirigir corretamente as atividades de carga e descarga na melhor forma possível, o porto investe pesadamente em um sistema de tráfego marítimo, centros de controle e barcos-patrulha, tudo integrado em um verdadeiro VTMS.

O organograma da Autoridade Portuária de Roterdam

O olhar principal da administração do porto é engajar Roterdam na posição competitiva como um porto concentrador de carga (hub) e um complexo industrial portuário de classe mundial.

Não apenas em termos de tamanho, mas também em qualidade. As tarefas fundamentais da Autoridade Portuária de Roterdam são: desenvolvimento, gerenciamento e operar o porto mantendo uma veloz e seguro desempenho nos serviços de carga e descarga de mercadorias no seu complexo.

O faturamento anual da companhia é de aproximadamente € 500 milhões (R$ 1.150 bilhões) e um quadro funcional de 1.239 empregados, com uma larga variedade de especialidades funcionais como: comercial, náutica e infraestrutura.


Organograma da Autoridade Portuária de Roterdam

A estrutura organizacional é focada na cobertura de todas as atividades e papéis relacionados a uma autoridade portuária e suas responsabilidades gerenciais do complexo portuário.

De forma resumida, os principais órgãos de gestão da Autoridade Portuária de Roterdam são compostos por conselhos (board) e executivos.

O Conselho de Supervisão (Supervisory Board) é o órgão máximo na gestão. Composto por cinco membros com mandatos, tem seus componentes indicados pelos controladores da companhia (municipalidade e governo holandês). São pessoas de alto nível de conhecimento do segmento, com currículos vinculados às atividades comerciais e institucionais portuárias e logísticas. Atuam com independência total em relação à gestão da companhia.
 
Autoridade Portuária exercida na sua plenitude: equipada e profissionalizada.
No Brasil seria o equivalente a um Conselho de Administração de uma sociedade anônima, o que de certa forma substituiria os CAP – Conselho de Autoridade Portuária brasileiros.

A gestão efetiva da Autoridade Portuária de Roterdam se dá através do Conselho de Diretores (Executive Board), que é composto por três membros: o Presidente (CEO – Chief Executive Officer), o Vice-Presidente de Finanças (CFO – Chief Financial Officer) e o Vice-Presidente Sênior de Operações (COO – Chief Operations Officer).

Ao Presidente estão conectadas as atividades corporativas concernentes a estratégias, recursos humanos, auditoria interna, relações públicas, comunicação pública estratégica, porto de Roterdam internacional, representação nas organizações portuárias européias.

Ao Vice-Presidente de Finanças, relacionam-se as atividades corporativas de tesouraria, tarifas portuárias, análise de riscos, controladoria financeira, sistemas informacionais, gestão de investimentos e suprimentos (procurement).

Infraestrutura viária portuária: a autoridade portuária investe no sistema e gerencia: Sem riscos de "estrangulamento" da logística do porto pela sobreposição de competências entre o porto e a comunidade.

Ao Vice-Presidente Sênior de Operações cabem as seguintes atribuições corporativas: arrendamentos de áreas e instalações, planejamento e desenvolvimento da infraestrutura portuária, realização de obras, gestão da infraestrutura e facilidades do porto.

Este executivo tem consigo subordinado o Oficial Mestre do Porto (Harbour Master), uma divisão que na prática diária do porto de Roterdam executa a função de autoridade portuária, gerenciando o tráfego e as operações portuárias.

Na linha hierárquica abaixo do Conselho de Diretores, ainda três áreas de negócio são contempladas:

• Novo porto Maasvlakte 2

• Contêineres, carga geral e logística.

• Indústria e carga granel

Termos do Código de Governança Corporativa Holandês

Em 1º de Janeiro de 2004, a Autoridade Portuária de Roterdam (em holandês: Havendrijf Rotterdam N.V.) tornou-se uma corporação governamental. E para isso, firmou a adesão ao código de governança corporativa pública a que se submetem as empresas estatais na Holanda, comprometendo-se assim, a buscar compor, executar e cumprir as políticas públicas previstas no código. Esta companhia não tem ações negociadas em bolsa.

Esta prática não é  usual ainda no Brasil, especialmente em empresas e entes públicos.

Além disso, para se ter uma atitude correta em relação à transparência e prestação de contas pública, a Autoridade Portuária de Roterdam através da participação do Conselho de Supervisão, instituiu diversos comitês de assessoramento, coordenando-se com o comitê de auditoria interna e o de remuneração salarial, desenvolvendo regulamentos e introduzindo um programa de informação e treinamento aos membros do conselho, para que estes tenham uma melhor visualização dos grandes temas da organização.

Sustentabilidade e responsabilidade ambiental: o porto gera sua própria energia limpa.

O porto atribui ao conceito de Responsabilidade Social Corporativa (RSC), como a chave para um futuro de sucesso. O porto deve trilhar um rumo balanceado de desenvolvimento, e sua gestão convencida que a RSC é pré-requisito para o desenvolvimento saudável do porto em harmonia com seu entorno.

Investindo em sustentabilidade, compromisso e transparência são necessários para a organização portuária de Roterdam, porque o futuro do porto é verde e limpo.

Indicadores de desempenho:

Como podemos ver, Roterdam é sinônimo de porto de classe mundial, e os números comparados com portos brasileiros deixa isso mais evidente:

• Movimentação total (toneladas/2009)

- Roterdam ......................................... 386.957.000

- Paranaguá ........................................    33.500.000

- equivalência Paranaguá / Roterdam ........       8,7%

• Faturamento (2009)

- Roterdam .........................................R$ 1.150 bilhões

- Paranaguá ....................................... R$     130 milhões

- equivalência Paranaguá / Roterdam.......... 11,3%

• Número de funcionários (2009)

- Roterdam ........................................            1.239

- Paranaguá ......................................                 703

- equivalência Paranaguá / Roterdam......       56,7%

• Toneladas movimentadas / funcionário

- Roterdam ................................................ 312.300 t

- Paranaguá ..............................................     47.650 t

• Faturamento / funcionário (R$)

- Roterdam ................................................   928.160,

- Paranaguá ..............................................    184.900,

Roterdam: equipamentos de terra de alta eficiência operacional para navios post Panamax - note-se o navio operando com 5 portainers simultâneamente.

Conclusões:

• Paranaguá é entre os portos brasileiros, o que ainda tem os melhores índices de desempenho. Mas quando comparados a um porto de classe mundial como Roterdam, a produtividade é sofrível.

• O quadro funcional se fosse equivalente à movimentação de Roterdam, a autoridade portuária de Paranaguá deveria ter apenas 108 funcionários contra os 700 atuais.

• O mesmo se aplica ao faturamento proveniente das tarifas portuárias e arrendamentos das áreas do porto organizado. Se o critério fosse arrecadação por funcionário, Paranaguá deveria ter 140 contra os atuais 700.

• Estas comparações servem para contribuir paras as discussões do modelo portuário brasileiro, cuja competitividade passa por uma reforma profunda nas suas administrações, como já abordados em diversos outros artigos.

• Os empregos e oportunidades de trabalho devem ser sistêmicas e ampliadas para as atividades empresariais da retroárea portuária, que deve ser enxuta e eficiente, técnicamente capaz e despolitizada, como bem faz a Autoridade Portuária de Roterdam, em cujo site www.portofrotterdam.com os currículos dos gestores estão disponíveis.